Conformações da beta-caseína encontradas no leite variam em três tipos: A1A1, A1A2 ou A2A2

Exame de beta-caseína identifica o tipo de leite que o rebanho irá produzir, auxiliando o produtor no mercado

Um produto que vem ganhando força desde 2019, o leite tipo A2 vem se tornando o queridinho, não só dos produtores, como também dos consumidores. Isso porque esse tipo de leite melhora o desconforto gastrointestinal, que pode ser causado pelo tipo A1.

Então, disso isso, explica-se que o leite tipo A2 possuí apenas a B-caseína A2, que pode ser ingerido por pessoas sensíveis ao tipo A1.

O interesse pelo tipo A2 surgiu na Nova Zelândia, durante a década de 1990. Já no Brasil, o produto começou a ganhar mercado recentemente, em 2019. Atualmente, já são encontrados leites e derivados de rebanhos A2A2 no mercado.

Beta Caseina A1/A2

Mas, como ainda é algo novo no mercado, o produtor deve se perguntar: como saber se o meu rebanho produz esse tipo de leite? Para identificar as variantes genéticas da proteína do leite existe atualmente um exame de genotipagem, que apresenta se a vaca tem a proteína do tipo A1A1, A1A2 ou A2A2.

Fernanda Montiel Dalio, Supervisora e Responsável Técnica do laboratório Allele, explica que é comprovado que o subtipo A1 provoca alguns problemas gastrointestinais, não estando ligado diretamente a alergias à lactose. Por isso, o tipo A2A2, que tem a beta-caseína somente nessa conformação, não causa esse desconforto.

“O exame de beta-caseína nada mais é que a detecção do subtipo de beta-caseína que aquele leite contém. São três tipos de padrões que essa beta-caseína pode estar no leite. São elas: A1A1, A1A2 ou A2A2”, destaca.

Exame de beta-caseína

Para os produtores, o exame é importante para fazer a genealogia da criação, para produção apenas do leite A2A2, que tem um valor melhor agregado ao mercado, levando em consideração os benefícios que ele tem ao consumidor final.

Fernanda explica ainda que o exame é feito através de técnicas de biologia molecular, para detecção dos genes daquele animal, e assim, saber qual vai ser a conformação, com resultado pronto em uma média de 15 dias.

Em 2020, uma empresa suíça lançou um teste rápido baseado em DNA para agilizar o processo dos produtores de leite que querem entrar no mercado do tipo A2. A responsável técnica da Allele comenta que o laboratório vem trabalhando no desenvolvimento de um teste mais rápido.

“A Allele tem um setor de Pesquisa e Desenvolvimento muito forte, que está sempre elaborando técnicas que sejam padrão ouro, mas também em busca de resultados rápidos, sem perder a qualidade. Ou seja, uma confiabilidade muito alta no resultado e um prazo baixo. É assim que trabalha o setor”, finaliza.

Saiba mais sobre o exame em bovinos acessando: https://allele.com.br/bovinos/

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