Saiba quais são os cuidados na coleta de material para exames de ovinos

Médico veterinário ainda ressalta a importância de uma pessoa especializada para a coleta, que interfere diretamente no Bem-Estar Animal

Que o Laboratório Allele é referência em pesquisa e identificação genética na área veterinária já sabemos, por isso, hoje vamos abordar um assunto muito importante para os proprietários de ovinos.

Como já divulgado antes, o laboratório oferece exames de Verificação de Parentesco e Identificação do Perfil Genético para ovinos. E para a realização desses exames é necessário a coleta do material para análise, sendo preciso alguns cuidados com essa coleta.

O médico veterinário e especialista em Agronegócio, Daniel Costardi, explica que esse é um serviço que deve ser feito por um profissional responsável e qualificado, para garantia do Bem-Estar Animal.

“A coleta propriamente dita é bastante simples, a primeira coisa que o proprietário precisa ter em mente é o cuidado com o animal e com o responsável pela coleta, já que será necessário arrancar alguns pelinhos ali na base do pé do animal, que é onde começam os primeiros pelos”, ressalta.

O veterinário ainda esclarece que o uso dos pelos da base do pé é devido a eles serem um pouco maiores e com mais bulbos, que durante a coleta, conseguem ser extraídos com mais facilidade, sem prejudicar o material da análise laboratorial. “Apesar de ser simples arrancar os pelos das costas, eles raramente têm bulbos viáveis, não conseguindo amostra suficiente para os exames”.

Pelos da base do pé de ovinos são maiores e com mais bulbos

Além desses fatores importantes para a coleta, Daniel ressalta sobre os cuidados com a embalagem desse material, que deve ser feita logo após a retirada e colocado em um envelope junto com a identificação do animal.

“Isso deve ser feito para evitar a troca de material entre um ovino e o outro, além de contaminação da amostra por outros fatores. E, para que isso não aconteça é preciso organização, você faz a coleta de um animal, coloca no envelope, fecha, faz a identificação e depois você segue para a próxima coleta”, ressalta.

Contudo, assim que realizada a coleta, o profissional precisa verificar a presença de bulbos em grande parte do material e evitar o contato com eles, já que essa parte é fundamental para o exame. O contato direto no bulbo capilar com as mãos ou superfícies contaminadas, pode prejudicar a integridade da amostra, e necessitar de nova coleta posterior.

Por último, mas não menos importante, a limpeza é também fundamental na hora de coleta. A pessoa responsável pelo procedimento precisa garantir que a área de retirada dos pelos esteja limpa, uma vez que a sujeira pode atrapalhar diretamente na qualidade da amostra.

Além disso, entre uma coleta e outra, é necessário fazer a higienização das mãos. Não é necessário usar luvas, já que elas atrapalham na hora do procedimento, mas é preciso estar com as mãos limpas, principalmente após uma coleta. “Às vezes fica um pouco de material de um animal para o outro, o que pode contaminar a próxima amostra. Para evitar isso é só fazer o básico, que é higienizar bem as mãos”, finaliza.

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Crédito da foto: Divulgação/Allele

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